27 março 2013

Eu, A Sádica Viúva Negra


Um pedaço de papel antigo encontrado em um esconderijo, revela segredos. O que se passou? Ou o que se passa? O passado tenebroso da mulher está ligado com o presente? Só se sabe que de uma fantasia extrema e mortal. Mas o mistério de uma mente insana, impossível descobrir facilmente, desejos ocultos, extremamente ligados à esses mistérios. Bem,  Apenas acompanhe o pequeno trecho...
! Minha autoria !


Homens? Alimentos que espostejo vivos!!!  
Eis me aqui, minha sede de sangue, de matança, minha forma de matar a sede... As noites são longas e os dias são misteriosos.
Lá estava eu, com um vestido vitoriano preto, chapéu decorado com penas, fitas e véu negro, camafeu em meu pescoço e um Marlboro nos dedos delicados cobertos por luvas, todos me olhavam, todos me desejavam, eu os atraia de alguma forma através de um poder desconhecido.
Ao olhar para um homem, meus lábios secavam, minha sede de sangue, meus desejos apareciam e para a má sorte deles, eu existo, eu respiro e tenho a própria morte como melhor amiga.
Meus dias são ao lado dos corpos, alguns em putrefação, outros ensanguentados, alguns já não resta mais nada. E lá estou eu, de novo, sentada nua em uma sala com um enorme odor, ratos passando, suas paredes negras, isso me atrai mais do que tudo, sua tintura velha e riscos feitos com minha própria unha em momento de clímax, minha insanidade está nessa sala, não tenho pena de vocês, não tenho remorso pelos seus corpos, vocês apodreceram nesta sala e nesta sala permanecerão até que venha novos corpos. Meu quarto secreto é debaixo de minha enorme casa, trancado, sem janelas, e somente uma porta de ferro. Eis aqui a dor, o extremo sadomasoquismo, o sangue, o segredo de uma fantasia, a morte.
Anoitece, eu coloco um espartilho sensual, destacando as curvas de minha cintura, e uma capa preta, meus poderes são inimagináveis e o “felizardo” escolhido por mim vai até minha residência, seu sonho de se apoderar de meu corpo, de conseguir seus desejos de apenas meter em mim, se torna pesadelo, ao se deitar em minha cama, logo depois de colocar-lhes algemas, meu  homem toma consciência de que eu sou mais do que uma mulher, e o que está em meu rosto é somente a máscara, eu arrasto-o para meu quarto em baixo de minha residência, apavorado ele fica ao ver todos aqueles corpos, esquartejados, e larva de insetos comendo os restos que sobram. Eu amarro, faço meu homem ingerir miolos, comer ratos, carne humana, e claro, também é meu jantar, nós jantamos juntos à luz de velas vermelhas. As horas vão se passando e a noite ficando mais divertida... Minhas vítimas pedem para morrer, imploram, mas eu ainda não acabei minha noite! Preciso cortar eles em pedaços, preciso pegar um pequeno machado e esmagar, quebrar seus ossos um por um enquanto sentem a agonia aumentar, cada vez minha mão vai ficando mais pesada, esmagando seus genitais, seus testículos essa é minha parte preferida e a mais excitante, quando então preciso abraçar seus corpos quebrados, deformados, e ainda vivos agonizando por minha culpa, preciso beijá-los, sentindo o gosto de seu sangue, quando estou satisfeita de minha tortura, eu pego o resto que ainda sobra daquele corpo, e danço com eles, segurando firme em meus braços, é meu sonho, é minha fantasia, meu desejo, o terror da dança, minha dança ao som de violinos tradicionais para a morte, é uma dança regenerativa que me leva ao lúgubre total, e o cheiro de cadáver daquela sala excentricamente me excita, todas as minhas vítimas que matei, enquanto agonizavam, pratiquei sexo enquanto perfazia de esquartejar, a noite se acabando e meu momento também. Porém, ainda não é a ultima, quase todos os dias meus sonhos horrivelmente lindos voltam, minha lista negra de nomes de meus parceiros vai aumentando, são muitos, meu desejo é matar homens, de alguma forma isso atrai.
Adeus, essas foram as palavras que disse a mim mesma, depois que meu primeiro e único marido morreu, ou melhor, eu matei, ele foi o início de tudo, no começo seria apenas uma experiência, foi tomando conta de mim, foi aumentando, não pude me controlar, eu sou somente a escuridão, e não me arrependo, serei assim até a morte, que eu mesma traçarei! Muitos homens já duvidaram do que sou capaz, claro, antes de conhecer meu corpo perfeito. Pessoas me diziam “sinto muito pela morte de seu marido”, enquanto eu por dentro dava risadas de seus rostos falsos, mal sabiam que eu mesma tinha matado.
Eu escrevo todas as noites, e enquanto estou escrevendo, sessenta e sete corpos estão em minha frente, eu contemplo a morte física de todos homens que deitaram em minha cama, pois sou eu, terrivelmente sensual aqui sentada, a sádica Viúva negra!

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